Custos além do preço anunciado: o que entra na conta ao comprar um imóvel em SC
01 de setembro de 2026
Muita gente organiza a compra do imóvel olhando apenas para o valor anunciado e para a parcela do financiamento. Só que, entre a assinatura da proposta e a entrega das chaves, existe um conjunto de despesas obrigatórias que precisa estar no planejamento desde o começo. Em Florianópolis, São José e nas demais cidades da Grande Florianópolis, esses custos seguem regras municipais e cartorárias que vale conhecer com antecedência.
Impostos e taxas de transferência
O ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) é municipal e incide sobre a transferência da propriedade. Cada município define sua alíquota e a base de cálculo — que costuma considerar o valor venal ou o valor de transação, o que for maior. Por isso, a conta pode variar entre Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. Consulte a prefeitura da cidade do imóvel antes de fechar o negócio.
Além do ITBI, entram na conta:
- Escritura pública, lavrada em tabelionato de notas (dispensada quando a compra é feita por financiamento bancário, pois o contrato tem força de escritura);
- Registro da matrícula no Cartório de Registro de Imóveis competente — é o registro que efetivamente transfere a propriedade;
- Certidões do imóvel e dos vendedores, solicitadas na fase de análise documental.
Despesas ligadas ao financiamento
Quem compra financiado deve considerar itens que aparecem no contrato e nas parcelas. Entre os mais comuns estão a taxa de avaliação do imóvel cobrada pelo banco, a tarifa de administração do contrato e os seguros obrigatórios (morte e invalidez permanente e danos físicos ao imóvel), que são embutidos na prestação mensal.
Vale pedir ao banco a planilha completa de evolução do financiamento e o Custo Efetivo Total (CET). Assim você compara propostas de instituições diferentes olhando o custo real, e não só a taxa de juros divulgada.
Custos do imóvel novo e do imóvel usado
Em lançamentos e imóveis na planta, o comprador costuma lidar com correção do saldo devedor durante a obra, taxa de interveniência (quando o financiamento é feito fora do banco que financiou a construtora) e a chamada ligação de utilidades. Em imóveis usados, é importante checar se há débitos de IPTU, taxas condominiais em atraso ou pendências de consumo, além de reservar um valor para reformas e adaptações.
Depois das chaves: o custo de manter
O orçamento não termina na assinatura. Entram na rotina o IPTU, o condomínio (que varia bastante conforme a estrutura de lazer e a quantidade de unidades), contas de consumo e a reserva para manutenção. Em condomínios com muitas áreas comuns, piscina aquecida e portaria 24 horas, a taxa mensal pesa mais no bolso — algo a considerar quando se compara duas opções de valor parecido.
Como se organizar na prática
- Reserve uma margem de segurança além da entrada, destinada exclusivamente a impostos e cartório;
- Peça ao corretor uma simulação de custos específica para o município do imóvel;
- Confira a matrícula atualizada antes de qualquer pagamento de sinal;
- Compare o CET de pelo menos dois bancos;
- Considere o custo mensal de manutenção na hora de definir seu teto de compra.
Comprar bem é comprar com previsibilidade. Quando todos os custos estão mapeados desde o início, a negociação flui melhor e não há surpresas na assinatura. Fale com a NaPlanta e receba uma orientação personalizada sobre os custos da sua compra na Grande Florianópolis.
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